Pr@zer em Conhecer-se

Autoconhecimento, comportamento e relacionamentos. Treinamento em Inteligência Emocional

Dia Mundial sem Carro: faça a sua parte

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A iniciativa surgiu na França, em 1997 e foi ganhando apoio mundial. Na Europa, de 16 a 22 de setembro,  é celebrada a Semana da Mobilidade, com várias atividades para chamar a atenção sobre o tema, em especial nas grandes cidades. O principal objetivo da data é promover a reflexão sobre o uso excessivo dos meios "egoístas" de transporte motorizado, especialmente carros e motos. Sim, porque, naregião metropolitana, veículos que poderiam transportar até 4 pessoas confortavelmente, costumam trafegar apenas com o seu condutor (o meu, inclusive, na maioria das vezes).

Fazer com que parte da população desacostumada ao uso do transporte público experimente, pelo menos um dia por ano, as dificuldades e a precariedade de ônibus, trens e metrô, convida todos, independentemente de poder aquisitivo ou classe social, a repensar a questão da mobilidade, em especial nas grandes cidades. Serão mais vozes a se juntar ao coro dos desassistidos que têm o transporte público como único meio de locomoção quando conclamarem as autoridades a melhorar o sistema viário, as estratégias de tráfego e o preço das passagens. Experimentando um pouco desse "veneno", os privilegiados se dão conta de quanto seu carro atrapalha a coletividade de baixa renda e de que mudanças no sistema são necessárias.

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Além do caos metropolitano, excesso de carro também faz mal à saúde. Males como obesidade, problemas circulatórios, respiratórios e outros são atribuídos ao sedentarismo que a dependência veicular pode causar. Então, sejamos mais conscientes e menos poluentes: como diz a música de Simoninha, é bom andar a pé, devagar... Quem tiver talento e coragem para enfrentar os loucos do volante, como meu amigo Arthur Calazans (no auto-retrato, ao lado de sua Dahon), pode se aventurar no lombo de uma "magrela", engrossando as fileiras de ciclistas que já se vêem pelas ruas de Sampa.

Faça a sua parte; se hoje teve aquele compromisso "inadiável" que exigiu seu transporte na comodidade de seu automóvel, compense programando seu próprio "dia pessoal sem carro". Experimente, vale a pena apreciar a paisagem. A natureza agradece e a sua saúde também.

Feliz Dia do Amigo!


 

Amigos. Na foto, Maria Lucia, Helen e Moacyr.

PROCURO UM AMIGO

Procuro uma amiga
Para falar ao telefone, estudar junto, mandar recado…

Preciso de um amigo
Pra falar de futebol, assistir aos jogos da Copa, ir a um estádio.

Procuro uma amiga
Para tricotar, trocar receita de bolo, de tintura pra cabelo e de simpatia pra arranjar namorado…

Preciso de um amigo
Que me mostre outros pontos de vista sem ficar irritado

Quero uma amiga
Que reconheça meus defeitos e me fale deles sem cuidado

Procuro um amigo
Que possa ser mais que amigo, mais que irmão, mais que namorado…

Preciso de uma amiga
Para dividir minhas vitórias e comemorar bons resultados

Quero um amigo
Que me acolha, me proteja, sem jamais me deixar de lado

Procuro um amigo
De qualquer idade, raça ou identidade

Não importa pra que time torça
Sua religião ou a expressão da sua sexualidade

Busco uma amiga
Para falar de esperanças, de outros mundos, de religiosidade…

Preciso de um amigo
Que discuta essas coisas do espírito, vida após a vida… seriamente

Procuro uma amiga
Para recordar momentos, aventuras, viagens… alegremente

Quero um amigo…
Para brincar, jogar conversa fora, ver o tempo passar… suavemente

Preciso de uma amiga
Para ouvir minhas dores, minhas tristezas… pacientemente

Que possa teclar, falar, estar…
Mesmo de longe, sempre presente

Procuro uma amiga, um amigo…
Mas Amigo pra quê, se eu já tenho você?

Pra amar como me der na telha, incondicionalmente…
E desfrutar dessa imensa felicidade
De, juntos, curtir pequenas e grandes coisas
Mergulhando na forma mais perfeita de amor que é a AMIZADE.

FELIZ DIA DO AMIGO! Com meu abraço de 1 minuto… ou mais…

Ouça a mensagem gravada e faça download gratuito para enviar a seus amigos. Envie um Presente de Amigo

Posted July 20, 2010

Virada Cultural: o que importa são as pessoas

Gente de todos os tipos aclamando a cidade com sua legítima propriedade, seja para descansar ou mostrar sua arte. Na esquina da Barão de Itapetininga, recebo as bênçãos de um anjo (foto de Mauro Rubens).

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Posted May 17, 2010

Virada Cultural: a Arcada como nunca se viu

Lá no Largo São Francisco, contrastando com a seriedade do berço de ilustres magistrados, rolava um techno pra DJ nenhum botar defeito. E a Arcada foi tomada pela descontração e a alegria.

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Posted May 17, 2010

Virada Cultural: Pátio do Colégio, marco zero da folia

As fachadas que guardam o sítio arqueológico do Pátio do Colégio foram cobertas por pinturas que retratavam o período escravagista num desfile de telas selecionadas de pintores da expressão de Debret e Rugendas. Lá dentro, as pessoas conheciam um pouco mais da história da fundação de São Paulo, posando ao lado das esculturas dos padres José de Anchieta e Manuel da Nóbrega. A noite fria ajudou: não houve garoa em Sampa na noite de sábado para domingo.

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Posted May 17, 2010

Virada Cultural: a alegria dos donos da rua

Ao povo o que é do povo! E se houve miséria, bebedeira, alguma violência e confusão pelas ruas, venceu a beleza de se ver as pessoas caminhando à noite pelo centro de Sampa sem medo de ser feliz. Comendo pastel na barraca de feira - quer programa mais paulistano? - ou esperando pelos clientes na porta do boteco,  a dançar alegremente, tudo era festa para quem curtiu a 6ª edição da Virada Cultural. Alegria, alegria! Aguardamos ansiosamente pela próxima!

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Posted May 17, 2010

Delícias da rede

Sábado fui conhecer a famosa feijoada da Naíza, no Bixiga. A ideia de nosso anfitrião, André "Helsing", descolada figura dos comes e bebes da noite paulistana, foi deveras bem-vinda. Fazia sol e o clima de boteco casava perfeitamente com o lugar, nas proximidades da Praça Dom Orione.

Fui acompanhando Mauro Rubens que, por sua vez, compareceu porque soube da "inauguração" por meio de seus contatos numa das redes virtuais de que participa. E como "somos uma rede de pessoas, não de computadores", pudemos desfrutar da porção honesta, do precinho pra lá de camarada (R$16,00 a porção, servindo bem duas pessoas), do atendimento cordial e do clima de reencontro de bons e velhos amigos que sempre se instala em ambientes descontraídos assim.

Até quem não sabia do evento gostou da novidade, como o casal Mariana e Vítor, que ali chegou por acaso e também se deliciou com a iguaria. Bom divulgar isto: existe muito de bom e barato na maior cidade brasileira. Melhor ainda para curtir sem pressa, em boa companhia.


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92 milhões: Big Bando de Bobos

Controle-remoto

Realmente, como fenômeno de comunicação de massa, não há como negar a penetração do programa BBB na vida de milhões de brasileiros.

Penetração. Considero esta a palavra mais adequada. Não somos nós que invadimos a casa, eles é que invadem a nossa, esfregando seus corpos, caras e bocas nas nossas telinhas. A maioria das vezes aos berros, mostrando toda sorte (ou azar?) de grosserias e falta de educação.

Estupro intelectual? Nada disso: penetração consensual, à medida que escolhemos qual botão apertar para trazer um pouco de "realidade" para dentro de nossas vidas, num escapismo aos nossos problemas tão duramente reais... É certo que o show de horrores não pode ser de todo previsto, pois ali impera o obsceno, aquilo que foge à cena e nos vai sendo atirado na cara. Então nos dizemos aviltados, escandalizados com tanta baixaria.

Marshall McLuhan afirmava ser o meio a própria mensagem; acredito nele, pois basta a televisão estar ali, mesmo desligada, para comunicar muita coisa. Desde os anos 80, pessoas "chiques" passaram a descartá-la da sala de estar, pois julgavam ser aquele um recinto de convívio, de sociabilização, não havendo lugar para o até então moderno aparelho.

Já Nelson Rodrigues dizia que "dinheiro compra tudo, até amor verdadeiro". A contar por edições anteriores, amor de Big Brother é como romance de férias no litoral: não sobe a serra, não prospera, principalmente se um dos efêmeros pares que ali se formam se tornar o vencedor da contenda. No jogo impera a lógica do "eu se fiz sozinho" (sic): embora a grana seja muita, por que dividi-la com seu "amor"?

A velha fórmula de manipulação da Roma Antiga, pão e circo, continua funcionando muito bem em tempos de TV digital. A considerar os altíssimos índices de votação, é disso que o povo gosta. Dados sobre o faturamento da arrecadação via torpedos não são revelados; mas se o prêmio aumentou 50% da última edição para a atual, mesmo sem ser economista, é possível imaginar o elevado número de zeros que compõem a cifra.

Uma expressão popular do fenômeno pode ser vista no blog A Voz do Cordel, de Antonio Carlos de Oliveira Barreto. Um banho retórico no discursinho poético-patético de Pedro Bial, vale a leitura.

Então é isso, continue dando aquela espiadinha. E, se possível, votando. Depois de dois meses, findo o programa, de qualquer jeito você vai ter que voltar para sua própria vidinha e enfrentar a dura realidade. Talvez um pouco mais pobre, no bolso e na mente...

Posted March 3, 2010

10 atitudes para 2010: 7 - Ouvir os mais velhos

Em tempos idos, ouvir os mais velhos era sinônimo de boa educação. Os pais não precisavam dizer nada, um olhar era suficiente para que baixássemos o facho e voltássemos à nossa condição de criança, criatura indócil, desafio a ser vencido para alcançar a domesticação necessária, visando ao bom convívio sociocultural.


Muitas pessoas da minha geração ainda conservam o hábito de tratar seus pais cerimoniosamente por "senhor" e "senhora". Alguns de nós jamais tiveram a abertura necessária para conversar com seus genitores sobre sexo, drogas e rock' n roll. Tive sorte; minha mãe - ela muito mais jovem que meu pai -, atualizada e apenas vinte aninhos mais velha do que eu, era divertidíssima no trato de assuntos mundanos, desfilando situações anedóticas sobre fatos da vida com a maior naturalidade e simplicidade.

Talvez por falta de diálogo nos tornamos uma geração libertária e permissiva - negar aos filhos um presente ou um passeio, para alguns de meus amigos, é cultivar uma tremenda dor na consciência, e abrir mão de ser, aos olhos da galerinha teen, um "igual". Certos pais confundem a cumplicidade tão saudável na relação com seus filhos com uma pretensa e impossível identidade que jamais há de existir, posto que somos frutos de momentos históricos bem diferentes.

Os povos primitivos valorizavam seu clã de anciãos. Eram pessoas reverenciadas e muito bem cuidadas; desfrutar de alguns minutos de sua sabedoria era um privilégio, além de representar uma prova de reconhecimento e distinção - líderes, guerreiros e curandeiros tinham passaporte carimbado para essas consultas.

Em algum momento entre as décadas de 70 e 80, decretou-se que os velhos "já eram". Desde então, valores familiares como autoridade, respeito e obediência vêm se confundindo com violência, temor e resignação. O início deste novo século nos aponta irremediavelmente o caminho de volta: aos costumes, à natureza, à família. Penso ser oportuno resgatar a experiência dos mais velhos para encurtar caminhos, pois o tempo urge, somos bombardeados por avalanches de informação e nem sempre temos a serenidade necessária para selecionar e refletir sobre o que, de fato, é importante.

Dizem que velho é aquele que soma 20 anos à nossa própria idade. Para mim, velho é aquele que deixa de exercer sua vontade e paralisa seu raciocínio, estacionando no passado, porque já não busca renovar sua energia para enfrentar o novo. Cultivo amigos de todas as idades e presto atenção no que dizem; pequenos saberes particulares têm sido nossa moeda de troca. E, creia: a riqueza dos mais velhos tem-se mostrado incomensurável. Sorte a minha deles, generosamente, compartilharem comigo seus tesouros...

10 atitudes para 2010: 6 - Adotar os 3R

Brincos-ass

Reduzir, reaproveitar, reciclar. Venho perseguindo estes ideais com convicção desde o início do ano, como declarei na atitude 4. Em janeiro, obtive pleno êxito: 31 dias sem comprar nada supérfluo - nenhuma roupa ou acessório novo - e ainda organizei a geladeira de modo a ter somente à mão o que seria consumido.

Na questão dos 3R, descobri, ao me organizar, quanta coisa boa e útil a gente tem escondida. Perdidos em meio à bagunça, resgatei três pares de brincos maravilhosos - há quem diga que isso é coisa de mulherzinha, algo superficial, que não trará nenhum benefício à humanidade. Mas, é claro que traz.

Para mim, pelo menos, ao limpá-las e reutilizá-las, as peças me trouxeram a consciência de que existe muita beleza guardada em nossas gavetas da qual já não nos damos conta. Levando isso para os relacionamentos, percebo o quanto, muitas vezes, desperdiçamos dos talentos e virtudes de quem nos cerca somente por não prestarmos mais atenção a esses valores. Três pares de brincos me despertaram para a adoção dos 3R em várias áreas da minha vida.

Reduza: tensões, preocupações, tristezas. Reaproveite: antigas amizades, roupas, objetos. Recicle: ideias, aprendizados e ensinamentos. Comece agora, por onde lhe parecer mais fácil. Nem que seja por pequenas atitudes aparentemente fúteis ou de valor pessoal.

Mais ideias para reinventar-se? Leia o livro Prazer em Conhecer-se.